mapeamento
Parte do projeto Ubalab é propor experiências com mapeamento digital em Ubatuba. Na iminência do Encontrão Hipertropical de MetaReciclagem que acontece semana que vem na cidade, quero aproveitar para exibir o site onde estou registrando algumas dessas experiências. Como já comentei antes, o site sobrepõe à base do openstreetmap uma camada de conteúdo personalizado.

Até agora, estava me baseando na minha experiência pessoal - espaços na cidade que representassem para mim alguma coisa em termos culturais, ambientais ou sociais. Não me detive muito nesse aspecto, estava mais interessado em entender melhor os processos ligados ao mapeamento em si. Mas o Encontrão parece uma boa oportunidade para ampliar um pouco esse escopo, então nos próximos dias vou inserir mais pontos - inclusive alguns envolvidos com o Encontrão -, arrumar alguns detalhes e, principalmente, abrir um espaço para contribuições ao mapa. Se você tem alguma sugestão sobre lugares que deveriam estar no mapa e ainda não estão lá, por favor mande sua contribuição.

No começo
de março aconteceu a etapa do Rio de Janeiro do circuito Arte.mov, evento que se define como um “espaço para a produção e reflexão crítica em torno da chamada 'cultura da mobilidade'”. A programação contou com debates e apresentações no Parque das Ruínas, na capital fluminense, além de uma oficina de cartografia experimental com o artista e pesquisador colombiano Andres Burbano. A oficina seria realizada novamente no dia seguinte, na Nuvem, Hacklab Rural em Visconde de Mauá – na região serrana entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Burbano desenvolve atualmente na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, EUA, sua pesquisa de doutorado sobre a história das tecnologias de comunicação na América Latina. Ele explora a interação entre ciência, arte e tecnologia, experimentando com possibilidades de desenvolvimento da chamada “ciência cidadã”. A oficina que realizou no Rio e em Mauá tratava de mapeamento aéreo a partir de câmeras digitais presas a balões feitos à mão. Cada balão flutuava por alguns minutos, fazendo fotos que depois seriam utilizadas para gerar cartografias colaborativas da região. Conversamos por alguns minutos, acompanhados dos artistas Bruno Vianna e Cinthia Mendonça, que coordenam a Nuvem junto com Luciana Fleischmann. A conversa começou durante a oficina de mapeamento aéreo.
Experimentando por aqui com rastros de GPS, desenho de mapas, técnicas de mapeamento e outras coisas. Usei um pouco do Quantum GIS (com o qual já tinha brincado um pouco no Pará), interessante pra aplicações mais complexos, e com o Merkaartor - mas acabei me contentando com o JOSM.

Fiquei surpreso ao descobrir que muitas ruas do centro de Ubatuba foram desenhadas no OSM desde a última vez que tinha olhado.

Pude constatar que muitas das trilhas que eu capturo direto na rua, com o OSM Tracker no celular, têm uma oscilação muito grande de precisão. Sobrepor uma imagem aérea me deu uma segurança muito maior para visualizar, corrigir e adicionar trechos de ruas.

Na próxima semana rola no Rio de Janeiro o Laboratório de Cartografias Insurgentes, que propõe o desenvolvimento de ações de mapeamento articuladas com o cenário de desenvolvimento urbano no Rio - em especial as remoções e desalojamentos decorrentes das preparações para os megaeventos que a cidade vai receber nos próximos anos. Infelizmente eu não posso ir, mas vou acompanhar os desenvolvimentos.
Esse post é uma adaptação dos eixos de ação propostos no projeto que foi selecionado como Esporo de Cultura Digital em edital do Ministério da Cultura. Mais informações sobre a situação atual do projeto, aqui.
UbaLab é um laboratório experimental dinâmico que consiste em uma série de ações coordenadas destinadas a integrar o potencial humano, cultural e ambiental às novas tecnologias, em especial aos referenciais da cultura digital brasileira e da MetaReciclagem, por meio da produção multimídia livre e da arte eletrônica.
Os focos principais de investigação e atuação são apropriação e reuso de tecnologias, interconexão em rede de culturas tradicionais, sustentabilidade, preservação do meio ambiente, educação para a inovação, autonomia.
A intenção é uma atuação de longo prazo, articulando uma conversa aprofundada e engajada, na busca de modelos de desenvolvimento econômico e cultural adequados ao século XXI, dando origem a uma composição dinâmica entre o enraizamento cultural e as novas culturas hiperconectadas.
O atuação baseia-se em quatro eixos interrelacionados:
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