SESI Cultura Digital

Enviado por efeefe, qua, 10/22/2014 - 19:28

Estou partindo amanhã pela manhã para o Rio, onde vou participar de uma mesa no SESI Cultura Digital, no SENAI Maracanã. Minha mesa é a seguinte, na sexta-feira às 19h30:

MESA DE DEBATE “NOVA ERA DIGITAL” - SALA TALK HUB

Mediador: Beto Largman

Participantes:

  • Pedro Markun – Hacker, coordenador do LabHacker
  • Felipe Fonseca - Co-fundador da rede MetaReciclagem
  • Guto Nóbrega – Artista, coordenador do NANO_Núcleo de Arte e Novos Organismos – EBA.UFRJ
  • Oswaldo Oliveira – Economista e idealizador do Laboriosa89
  • Sergio Venuto – Dono de casa

Quem estiver pelo Rio, apareça por lá!

Primeiro ponto

Enviado por efeefe, qui, 09/11/2014 - 00:04

Hoje demos o primeiro passo para a concretização do ponto ubalab, que pretende virar um espaço de trabalho e encontro para pessoas que atuam com tecnologia, comunicação e cultura em Ubatuba. Temos que inventar tudo, de modos de relacionamento a sustentabilidade do espaço.

Ainda temos pouco: espaço, wifi, divisórias, boa música, algumas mesas e cadeiras. Já temos muito: espaço, wifi, divisórias, boa música, algumas mesas e cadeiras.

Mas amanhã eu levo a cafeteira.

Ponto Ubalab

Enviado por efeefe, dom, 09/07/2014 - 19:03

Começando a fermentar aqui a criação de um espaço de trabalho flexível, no centro de Ubatuba. "Co-working" é a expressão da moda, mas pra mim são práticas mais antigas, e desejos já de algum tempo. Convidar pessoas, ajudar coisas interessantes a acontecerem. Trocar. Conectar rede e rua. Chamar de "lab" seria redundante (um lab ubalab?). Pensei espaço ubalab, chão ubalab. Ultimamente tenho "ponto ubalab" na cabeça. Será que funciona?

Tempos, maturação, redes, clareza. As coisas vão aparecendo.

Estou chamando quem se interessar sobre esse assunto para conversar (olho no olho) nesta quarta-feira às 11h na sede da Gaivota FM. Se quiser saber mais, me mande uma mensagem.

Lixo Eletrônico

Enviado por efeefe, sex, 08/29/2014 - 17:24

Os organizadores do Giro Sustentável de Ubatuba me pediram para moderar uma discussão online a respeito de "metareciclagem". A MetaReciclagem é uma rede que surgiu em meados de 2002 e foi bastante ativa nos anos seguintes na discussão sobre apropriação crítica de tecnologias da informação, com um foco particular na reutilização de equipamentos eletrônicos utilizando-se software livre e de código aberto.

A perspectiva da MetaReciclagem propõe nesse sentido duas coisas: que as pessoas não sejam somente usuárias das tecnologias, mas entendam como elas funcionam por dentro para transformarem-se em agentes críticos de tecnologias; e que se promova a extensão da vida útil dos equipamentos eletrônicos a partir de seu reuso, ressignificação e transformação. Existem muitas nuances nesse debate, assim como algumas questões burocráticas, logísticas e legais. Compartilho aqui algumas referências para iniciar o debate:

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010, a responsabilidade pela destinação do material eletroeletrônico é dos fabricantes ou importadores dos equipamentos. Mas é interessante pensar em centros locais de triagem que proporcionem o reaproveitamento dos materiais antes de sua deposição final. Em Ubatuba teremos no dia 10 de setembro a audiência pública sobre plano municipal de gestão de resíduos sólidos, e é importante levantar essa questão por lá.

Consulta sobre o IFSP Ubatuba - Meu voto... talvez.

Enviado por efeefe, sex, 08/15/2014 - 18:13

A partir da segunda-feira 18/08, estará aberta a consulta online para decidir qual o primeiro curso a ser oferecido pelo Instituto Técnico Federal de Ubatuba, que deve iniciar suas atividades no segundo semestre de 2015. Quero compartilhar aqui uma reflexão sobre o tema.

Na audiência ocorrida no mês passado na qual o debate se iniciou, eu tive a oportunidade de expor a opinião de que Ubatuba deveria oferecer cursos públicos em áreas ligadas à chamada "economia criativa", apesar de eu ter minhas já muitas vezes explicitadas críticas à maneira como este campo costuma ser pensado. Não é que a economia criativa seja uma fórmula mágica para Ubatuba, mas a outra alternativa (uma visão tradicional de mercado de serviços em empresas de perfil mais tradicional) me parece muito pior. Parto do princípio de que um ensino técnico voltado ao preenchimento de vagas só contribui para a usual evasão de talentos de Ubatuba: formados sob um modelo segundo o qual o sucesso deve ser medido pelo crescimento dentro do caminho corporativo, jovens talentos logo "batem no teto" e não veem horizonte para crescimento, e acabam deixando a cidade para nunca voltar. Também externei minha percepção de que, já contando com cursos técnicos de administração, contabilidade, informática, nutrição, turismo e meio ambiente, a cidade tem uma demanda reprimida por profissionais de comunicação com uma formação contemporânea.

Minha opinião foi democraticamente vencida durante a audiência. Também minotirários na audiência pública foram os participantes que levantaram a demanda de cursos de design, e de sustentabilidade ou ciências biológicas. Ao fim da noite, decidiu-se que o eixo tecnológico central do IFSP de Ubatuba será "gestão e negócios". Uma resposta de pouca imaginação, na minha humilde opinião. Mesmo assim, considero importante pensar a maneira como os cursos serão montados e oferecidos. Ubatuba tem características únicas. Em especial na minha opinião, a diversidade cultural, o interesse da sociedade em participar de processos de consulta e deliberação, um número considerável de experiências de base comunitária de êxito e, obviamente, o legado ambiental.

Levando tudo isso em conta, a partir da listagem de cursos que podem ser ofertados, eu escolheria como primeira opção o "técnico em cooperativismo", que me parece importante para auxiliar uma série de iniciativas importantes de Ubatuba que podem tornar-se referência. Minha única dúvida é se seria possível mobilizar gente suficiente para entender a fundo e fazer esta escolha dentre as possíveis.

Uma segunda alternativa seria escolher o "técnico em marketing", desde que se pudesse interpretá-lo de uma maneira mais aberta - pensar marketing como ferramenta de atuação em mercados sustentáveis, transicionais e de base comunitária. E de quebra formar pessoas aptas a enfrentar a incomunicabilidade crônica das instituições públicas, empresas privadas e organizações do terceiro setor em nossa cidade.

No fim, ainda indeciso. A consulta online abre na segunda-feira, e fica no ar por um mês. Há tempo para pensar, e conversar a respeito.

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