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No início de março, fui convidado pela organização do Circuito arte.mov a participar de sua programação no Rio de Janeiro: um debate na capital - após a oficina de mapeamento aéreo com Andres Burbano -, seguido no dia seguinte de uma incursão à Nuvem, hacklab rural em Visconde de Mauá - que também sediaria a mesma oficina. Eram atividades que me interessavam porque ligadas àquilo que no Labx do Festival CulturaDigital.Br eu tinha chamado de "cartografia experimental". Na época, até havíamos tentado trazer Burbano para o Labx. Ele havia participado do arte.mov em 2010, quando desafiou os organizadores locais a trabalharem "a arte de voar" como tema exploratório para alguma edição futura do evento. A programação que acompanhei no Rio estava moldada por esse desafio.

Daqui a pouco menos de dois meses, vou descer no meio do semiárido nordestino- mais precisamente em Sousa, interior da Paraíba - para participar da Cigac - Conferência Internacional em Gestão Ambiental Colaborativa. A localização dessa primeira edição não é casual: um dos objetivos é justamente entender como o sertão pode se beneficiar da reflexão, das práticas e das metodologias que a conferência vai agregar.
Estarei muito bem acompanhado, a começar pela equipe de organização. Concebida de forma aberta e enredada, a Cigac foi desde o início articulada em diálogo com a rede MetaReciclagem. Professores no campus Sousa da Universidade Federal de Campina Grande, o broda Orlando da Silva e Allan Sarmento propuseram a construção de um evento que explorasse pontos de convergência entre as práticas das ciências (e suas narrativas) e aquilo que no Brasil vem sendo chamado de "Tecnologia Social", dinamizado por práticas colaborativas em rede. Através da MetaReciclagem, um grupo de pessoas começou a orbitar em torno dessa construção e levou a ideia adiante.
Republicando por aqui a versão de 16/04/2012 da carta coletiva sobre Democracia Direta:
Prezado(a),

No começo
de março aconteceu a etapa do Rio de Janeiro do circuito Arte.mov, evento que se define como um “espaço para a produção e reflexão crítica em torno da chamada 'cultura da mobilidade'”. A programação contou com debates e apresentações no Parque das Ruínas, na capital fluminense, além de uma oficina de cartografia experimental com o artista e pesquisador colombiano Andres Burbano. A oficina seria realizada novamente no dia seguinte, na Nuvem, Hacklab Rural em Visconde de Mauá – na região serrana entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Burbano desenvolve atualmente na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, EUA, sua pesquisa de doutorado sobre a história das tecnologias de comunicação na América Latina. Ele explora a interação entre ciência, arte e tecnologia, experimentando com possibilidades de desenvolvimento da chamada “ciência cidadã”. A oficina que realizou no Rio e em Mauá tratava de mapeamento aéreo a partir de câmeras digitais presas a balões feitos à mão. Cada balão flutuava por alguns minutos, fazendo fotos que depois seriam utilizadas para gerar cartografias colaborativas da região. Conversamos por alguns minutos, acompanhados dos artistas Bruno Vianna e Cinthia Mendonça, que coordenam a Nuvem junto com Luciana Fleischmann. A conversa começou durante a oficina de mapeamento aéreo.
Fui convidado a participar da Virada Digital em Paraty, em maio. Vou falar sobre "Laboratórios de garagem, hackerspaces e o futuro da ciência". Assim que souber data e horário exatos, compartilho aqui.
Virada Digital é um festival focado em inovação, interatividade e sustentabilidade que reúne e compartilha conhecimentos em 16 áreas de conteúdos. Um grande encontro com as principais lideranças brasileiras e internacionais dos setores público, privado, acadêmico, terceiro setor e meios de comunicação. Durante 72 horas o festival apresentará dezenas de atrações e atividades ligadas às novas tecnologias digitais, à inovação e ao empreendedorismo.
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